Bem, o que algumas pesquisas apontam é que os jovens estão se afastando do Facebook, mas é comum vermos pessoas mais velhas reduzindo sua presença por lá.

A suposição mais comum em relação aos jovens é que lugares com pais, avós e tios são chatos ou até pior, afinal quem quer que os pais saibam que vai rolar álcool liberado na festa na próxima sexta?

É a velha corrida dos jovens para a liberdade de cometer seus próprios erros e dos pais para tentar evitar que esses erros deixem marcas permanentes e ruins.

Entretanto, como eu disse, não são apenas os jovens que andam se afastando de lá. Tenho visto muita gente zanzando pelo Twitter e até lugares menos interativos como o Pinterest ou o Instagram. Não vou falar em blogs pois esses de certa forma sempre vão bem, obrigado.

Faz pouco tempo que li um artigo defendendo que as pessoas estão espalhando mais sua presença online e que o “novo” Facebook já existe e é um mix de whatsapp, sms, Twitter etc.

Certo, mas por quê?

Tenho minha lista baseada nas minhas ideias meméticas.

  1. Queremos o controle da nossa timeline: O facebook não mostra todas as publicações dos nossos contatos e páginas. Isso até foi necessário para evitar a sobrecarga de informações que espantaria as pessoas, mas teria sido melhor separar as coisas em abas pois a sensação de que uma organização está controlando nossa informação é contrária ao desejo moderno de controle individual.
  2. As pessoas que vemos aparecem de perto demais! Facebook é como morar junto: todos nós temos algumas ideias infelizes, algum preconceito ou medo que compromete nossa humanidade ou então conhecemos pessoas “estranhas”. No FB isso fica muito claro. É comum depararmos com um comentário fascista ou preconceituoso de um amigo ou do amigo de um amigo e não gostamos de descobrir que estamos tão próximos de coisas que nos incomodam tanto (vale para o contrário, gente que se incomoda em ver que tem amigos ou amigos de amigos que são “da galera dos direitos humanos”). Procuramos em nossos amigos e na Internet coisas que reforcem o que pensamos e não o contrário, mesmo quando somos trolls que arranjam briga com todo mundo.
  3. Coloque 80% nas anteriores, mas tem um percentual de desconforto com o tipo de propaganda que o FB injeta diretamente na TL, principalmente as que parecem ser compartilhadas por amigos nossos. São comuns os anúncios de extremo mal gosto (outro dia vi a foto de dois rapazes totalmente deformados por uso de anabolizantes no que devia ser uma propaganda a favor de anabolizantes) ou que se colocam contra os nossos ideais morais.
  4. É difícil se esquivar de pessoas inconvenientes no FB, não só dos pais quando somos adolescentes, mas de ex-namoros, colegas de trabalho venenosos e outros.

Note que eu não acho que a super-exposição seja um problema de fato por mais que a gente reclame dela pois vejo como um impulso moderno que nos incomoda, mas ao qual cederemos pouco a pouco.

Eu poderia colocar que muitas vezes seus amigos o colocam para baixo no FB, mas isso está no segundo item.

O importante disso tudo é: o que vai acontecer?

Francamente eu duvido que haverá tão cedo uma migração para outro “point”. Por mais desagradável que o FB seja ele é onde todo mundo está e nós somos seres tribais.

Eu gostaria de ver mais gente blogando, mas isso é um desejo meu 😉

Fazer previsões em tempos de mudanças tão intensas como os que estamos vivendo é arriscado, mas estou com o cara do artigo que falou na pulverização da presença online com as pessoas se dividindo entre chats em grupo mais fechados (whatsapp), Twitter onde podem controlar suas TL, Instagram, Flickr, 4sqr, Linkdin e outros com o FB no centro como um grande lago onde todos vão de vez em quando pois é onde as tribos se encontram.

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Créditos da Imagem: The Tale of a Wannabe Runaway (via Carolina Vigna)

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