Acabo de ver o filme Into the Wild (Na Natureza Selvagem) que é dirigido por Sean Penn.

Desde o seu curta sobre o 11 de setembro tenho olhado para ele com triplo respeito e esse filme mostra que seu caminho ainda é longo.

Pode ler o resto do post pois jamais faço spoillers.

John Krakauser

Na natureza Selvagem - John Krakauser

Trata-se da adaptação do livro homônimo que relata um fato real: a jornada de um jovem brilhante e questionador que sai, logo depois de se formar, para uma jornada em busca da nossa essência e de algum tipo de felicidade ou revelação pura.

A jornada de Alexander Supertramp (Christopher McCandeless) você pode conhecer no livro ou no filme (já está nas locadoras), prefiro falar sobre o que ficou ecoando aqui na minha cabeça e peito.

Já não sei se a jornada da descoberta deve ser no sentido do coração selvagem da Terra e do encontro com o humano selvagem e livre dentro de nós.

Nosso planeta e sua paisagem desnuda das nossas interferências são indiscutivelmente impressionantes! E sem dúvida é lá que estão nossas origens genéticas.

Mas já não somos apenas seres de carbono regidos por gens e instintos. Nossa mente se desenvolveu, nossos memes (fenótipo se preferir) nos regem de tal forma que, mesmo sendo tomados pelo animal nos momentos de emoção, não é no coração da Terra que nos encontramos em nosso estado primitivo.

Antes de mais nada humanos são animais sociais. Mesmo nas mais antigas pinturas rupestres lá estavam dezenas de humanos trabalhando em conjunto.

Hoje, neste exato momento, percebo que o individualismo moderno não é o nosso impulso natural, mas um mito moderno.

Sim… Mito, pois não somos individualizados apesar de sermos individualistas.

Para mergulhar na essência selvagem da humanidade talvez o melhor caminho não seja o seguido por Christopher McCandless e sim o olhar cheio de supresas dessas pessoas com que cruzamos todos os dias e a direção de Sean Penn diz isso maestralmente sem precisar de uma palavra sequer.

Felizmente temos pessoas como Christopher para nos mostrar isso sem que tenhamos repetir as mesmas trilhas.

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