Imagem: Anime Ghost in the Shell

Já falamos aqui várias vezes na extensão da mudança de paradigma que vivemos. Tenho até me atrevido a supor que é a maior desde a primeira revolução cognitiva há 70 mil anos que começou a nos tornar esses animais tão ímpares que temos facilidade em esquecer que somos animais.

Há 70 mil anos talvez a maior diferença tenha sido que deixamos de ser máquinas predominantemente genéticas para nos tornarmos máquinas meméticas, ou seja, passamos a ser mais influenciados pelo impulso de compartilhar cultura do que pelo de compartilhar gens.

Agora estamos no caminho de deixar de ser organismos apenas orgânicos.

Já começou há milênios: armaduras, ferramentas, veículos, óculos, aparelhos celulares e, mais recentemente, sistemas inteligentes artificiais que filtram as informações que receberemos de acordo com algoritmos que analisam o nosso comportamento e o comportamento dos nossos grupos culturais. Parecido com o que gravadoras, rádios e editoras faziam, mas agora são sistemas artificiais inicialmente programados por humanos, mas cada vez mais capazes de se adaptar (pesquise deep learning).

O que isso quer dizer na prática?

Se depois da revolução cognitiva tivemos que desenvolver linguagens, raciocínio linear e formas de pensamento como o método científico agora temos, opinião minha, que aprender a trabalhar colaborativamente com as inteligências artificiais e logo sistemas cognitivos artificiais que parecerão cada vez mais com uma consciência.

Por exemplo…

O médico que insistir em somente acompanhar revistas especializadas em breve será superado por médicos totalmente artificiais e haverá médicos que saberão trabalhar com os médicos artificiais depurando os conhecimentos e conclusões desses para criar resultados superiores aos que a máquina conseguirá sozinha.

O profissional de turismo que não aprender a lidar com mentes digitais capazes de mineirar atrações, destinos e roteiros de acordo com os perfis de cada viajante será substituído por esses sistemas, mas os que aprenderem a escolher e interagir com parceiros digitais terão os melhores resultados.

Resumindo: Da mesma forma que você confia no seu carro ou bicicleta (preferencialmente bicicleta) para aumentar sua velocidade, teremos que aprender a utilizar inteligências e sistemas cognitivos artificiais para estender nosso próprio raciocínio, intuição e organização.

O futuro é agora. Pode começar estudando os recursos de agendamento inteligente de compromissos do Google Calendar e do Todoist.

Boa sorte! Todos vamos precisar!

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