No vídeo ao final Eduardo Moreira apresenta quatro ações dos dois últimos governos que levam à aniquilação dos produtores agrícolas brasileiros e transferência das suas terras para o agronegócio e para o capital estrangeiro (que produz agrotóxicos, sementes GMO e equipamentos).

Seriam elas:

  1. Alta do Dólar que favorece o agronegócio exportador, mas coloca em crise justamente quem produz alimento para consumo nacional;
  2. Interrupção dos programas públicos de compra de alimentos dos pequenos produtores para distribuição no mercado interno;
  3. Liberação de agrotóxicos que favorecem praticamente somente o agronegócio;
  4. Entrega da propriedade da terra para os assentados na reforma agrária, que parece bom a princípio, mas estando eles em crise, sem condições de produzir e somente com a propriedade da terra como patrimônio, ficam sem alternativas senão vendê-las para o agronegócio ou para o capital estrangeiro diretamente, já que o governo também liberou a venda de até 25% das terras para esse capital.

A denúncia pode soar delirante, podemos achar que o governo simplesmente é incompetente demais para conter a alta do dólar e que não se trata de um plano articulado, mas apenas articulações de um governo que se vende barato para favorecer o grupo que tem recursos para seduzi-lo, mas o efeito continua sendo o mesmo: a destruição da nossa capacidade produtiva, a exaustão dos nossos recursos naturais e possivelmente o colapso do nosso sistema climático local com reflexos no restante do planeta.

Podemos pensar que os donos do agronegócio não destruiriam as bases do próprio negócio, mas infelizmente sabemos que essa cegueira é recorrente na história da humanidade e o negacionismo climático vem tanto da indústria de combustíveis fósseis (que não terá a quem vender óleo ou plástico diante de uma crise que desloque mais de um bilhão de refugiados da crise climática) quanto das indústrias agropecuárias que não terão mais onde plantar e criar animais… E nem a quem vender.

A linha de raciocínio dele merece ser estudada e, se for o caso, replicada nas mídias independentes com mais embasamento e documentação.

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