O vídeo no final do post trata de alguns assuntos centrais para lidar com o processo histórico atual e tenho, como de costume, alguns comentários.

O principal é que as chaves para entender nosso tempo estão em uma infinidade de obras, de Avatar a Babylon 5 passando por 1Q84 (do Murakami) e Chico Buarque, mas há uma membrana que divide essas lições entre a arte ou entretenimento e a realidade que vivemos.

Infelizmente temos essa… capacidade? Está mais para uma dissociação cognitiva (mais uma) que nos faz sonhar com grandes ideais, mas acreditamos que pertencem apenas a esses sonhos, a uma utopia.

Curiosamente não percebemos que grande parte das utopias de séculos ou décadas passadas já se tornaram realidade, ou seja, o que sonhamos pode se materializar.

Então a questão não é ver o que Avatar nos mostra, o que Fronteiras do Universo (Philip Pullman) nos mostra e sim criar uma nova relação com nossos ritos de passagem e creio que tenho uma das chaves para isso.

Temos nos criado para viver em bolhas de fantasia até a adolescência, bolhas em que a magia e os sonhos podem ser reais (do Papai Noel a Anjos Protetores) apenas para nos depararmos com a morte e aniquilação de todos os sonhos e toda a magia ao ingressar no mundo adulto.

Pode parecer estranho uma pessoa humanista dizendo isso, mas apenas porque você deve estar pensando que minha sugestão de chave é levar as fantasias para a idade adulta (o que alguns fazem, mergulhando em dissociações cognitivas ainda mais profundas) e não é.

A chave que tenho a propor é apresentar às crianças a magia real, aquela que continua existindo independente do acesso que temos a cultura, história, ciência e tecnologia: elas mesmas, as ciências, história, ciências e tecnologias que, do jeito que são hoje, se apresentam herméticas, incompreensíveis e assustadoras.

As outras observações que tenho são pouco importantes, coisas como Shakespeare nos tempos de Shakespeare era visto mais como as pessoas enxergam Avatar hoje do que como enxergam Animais Noturnos (o filme). É necessário ter muita visão (e sorte) para identificar um Shakespeare moderno.

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