Artigo de hoje na Folha de São Paulo faz um dossiê de uma das redes de notícias independentes no Brasil que produzem as manchetes que forem necessárias para atrair cliques muitas vezes gerando notícias falsas visto que o foco não é jornalistico, mas atrair cliques. Caso o site mude de estrutura ou decida apagar a matéria guardei uma cópia no meu clipping.

Naturalmente o artigo “esquece” de falar das notícias falsas cometidas pela mídia tradicional e as razões por que ela faz isso. Claro que uma das razões é exatamente a mesma (vide caso do The Wall Street Journal contra Pewdiepie semana passada) e as outras são tema para outro post, certo? Sem esquecer dos problemas da mídia tradicional aproveite o artigo para refletir sobre sua relação com as notícias.

Não se trata apenas de notícias falsas, mas também de gigantescas redes de sites com manchetes fisgadoras, mas que, ainda que sejam verdadeiras, são apenas ruído informacional. Assuntos atraentes, mas superficiais.
Esse artigo é interessante por ter feito uma boa pesquisa sobre uma rede brasileira de notícias falsas.
A rigor não deveriam ser chamadas assim pois não seriam criadas para ser falsas, mas apenas para serem atraentes.

Um dos pontos a destacar é que essas redes podem até ser apartidárias produzindo conteúdo falso para qualquer viés.

Naturalmente a primeira solução que ocorre às autoridades e até a especialistas da área é o policiamento, algum mecanismo para qualificar as notícias que no final das contas certamente se deterioraria em uma forma de censura.

Estou com os especialistas que entendem que a única solução é que a sociedade desenvolva esse discernimento.

Claro que as instituições públicas podem ajudar criando cadeiras no ensino de base sobre isso.

Pode parecer estranho algo como “aula de jornalismo” para crianças, no entanto sequer precisa ser “de jornalismo” pois esse senso crítico acontece naturalmente se o ensino procurar desenvolver a curiosidade natural dos humanos e um método de abordagem como a metodologia científica.

Além disso as próprias interações sociais também nos preparam para lidar com notícias falsas pois existe um custo social cada vez maior por acreditar nas coisas sem crítica.

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