Quando vivemos uma situação de perigo, um acidente, assédio moral, agressão física (estupro, assédio) nosso corpo reage fisicamente disparando hormônios que deixam músculos e mente em alerta, afinal por milhões de anos de hominídeos e 300 mil anos de homo sapiens a reação adequada para qualquer situação de perigo era fugir, enfrentar ou congelar (fala-se em desfalecer também) e ainda não desenvolvemos dispositivos instintivos para lidar com os riscos modernos, quase sempre emocionais e intelectuais.

A maioria das pessoas retorna ao estado normal em alguns dias, mas uma minoria desenvolve um sistema de retroalimentação disparado por memórias ou sonhos que reativam a mesma resposta hormonal da experiência original.

Nesses casos psicoterapia para reconhecer os gatinhos, meditação e exercícios físicos rotineiros (ajudam o corpo a ter a sensação de resposta ao perigo e subsequente relaxamento) .

Mas e quando o estresse da ameaça é constante? Não só por uma situação continuada de insegurança social, econômica e geopolítica, mas por estratégias de guerra híbrida que criam monstros imaginários que dominariam a política, as empresas e a mídia com um poder onipotente e onisciente? Como reagimos? Como nos protegemos?

A retirada para redes menos vulneráveis a algoritmos parece ser a medida mais eficiente, no entanto humanos são animais sociais e a base da interação moderna está online, além disso, com Google, Facebook, Amazon e outras potências do big data espalhando seus códigos de rastreamento por praticamente todo site que faz propagandas em suas páginas essa medida é certamente insuficiente.

Talvez desenvolver os dispositivos mentais para identificar as fontes de estresse imaginário, controlar o fluxo de informação e processá-los de formas positivas seja a solução mais eficaz, no entanto como gerar essa consciência coletivamente?

Pin It on Pinterest

Share This

Compartilhe!

Mande para suas redes sociais