Essa semana o TSU, que estava mofando nos no canto do playground das redes sociais (afinal a gente vai para onde “todo mundo” está), começou a fazer barulho.

Tudo por birra com o Facebook que passou a bloquear qualquer tentativa de linkar algo lá no tal TSU.

“Como assim não posso linkar?”

“O Facebook tá com medo do TSU!”

“Tú não me manda Facebook! Agora mesmo é que vou escrever lá!”

Pode ser tudo uma armação da nova rede para chamar a atenção, pode ser um bug, mas o que importa é que uma galera resolveu dar as caras lá.

Naturalmente as pessoas avisaram em suas TLs que tinham uma conta na “rede proibida” ou no tsu ponto co barra roneyb para que os amigos possam ir lá espiar também.

Pronto, logo surgem os extremos, né? E nós adoramos ignorar a maioria e generalizar os extremos, já notou? Provavelmente é um dispositivo instintivo: extremos nos matam, a média não.

Bem, de um lado tem os desesperados por dinheiro que imploram por contatos (até que vi poucos desses até agora), de outro tem os que “pelo amor de Deus! Não me inventem mais uma rede social!”

E é sobre isso que esse post trata. Sobre o segundo extremo (porque não quero dar atenção para o primeiro. Gente desesperada me entedia).

Aqui cabe uma observação… Para uma rede que quer primar pelo conteúdo o TSU bem que poderia ter um editor de posts minimamente decente, né? Ele consegue ser pior que o do FB (que já é inútil).

E se você quer saber o que é o TSU tem um artigo bom no G1 que explica o essencial do TSU, incluindo a “pirâmide” (que não é pirâmide porque está montada sobre cada conteúdo e não sobre cada pessoa, então os que entram na rede antes não tem qualquer vantagem sobre os outros, ou seja se dá bem quem tem bom conteúdo original).

Vamos lá.

No que diz respeito criação de lugares para encontrar os amigos (points, baladas, locais da moda) podemos dividir as pessoas em três grupos principais:

  • Os pioneiros (early addopters) que vão a todos os museus, todos os bares e todos os becos mais de uma vez para ver se são legais;
  • Os primeiros seguidores (é, estou fazendo uma referência ao Derek Sivers) que ficam de olho nos pioneiros e, depois que eles passam um tempo falando do point, aparecem por lá também;
  • A galera da geral que são as pessoas que tem mais o que fazer da vida do que ficar descobrindo lugares novos hehehe! Esses esperam formar um bolo de seguidores antes de ir para lugares ainda meio desertos e sem graça.

Cada um tem seu papel e devia ser feliz com ele, temos o dever com nós mesmos de ter auto-consciência. Nenhum dos grupos é pior que o outro (muito embora os pioneiros sejam definitivamente pessoas meio estranhas).

O problema é que um dos impulsos humanos mais fortes é o de “fazer parte”.

Quantas vezes algum amigo seu disse que não suportava sangue e violência, mas que queria conseguir gostar de Game of Thrones? Ou que confunde Guerra nas Estrelas com Jornada nas Estrelas (é o que eles lutam com lanternas, né?) mas que tenta gostar?

Nós queremos fazer parte.

Daí que logo aparecem os amigos reclamando da nova rede social, ficam com raiva dela, falam mal, xingam, esperneiam até parecerem estranhos como os pioneiros (que não costumam se sentir a vontade quando alguém parece mais estranho que eles).

São tempos difíceis esses que vivemos. A todo momento há dezenas, centenas de coisas novas sendo criadas, pior, centenas de jeitos novos de fazer as coisas.

A propósito já viu esse vídeo?

Ele não tem absolutamente nada a ver com esse post, a não ser que trata da necessidade de uma mudança social profunda e meu ativismo está me fazendo publicar esse, que acho que é o mais expressivo que vi (apesar de achar a Jout Jout uma pessoa meio estranha).

Voltemos ao assunto!

A proposta do TSU (que se fala SUÊ e significa algo como estética perfeita… Para ter uma estética perfeita eles REALMENTE precisam de um editor de posts decente) de remunerar quem produz e compartilha conteúdo não é essencialmente diferente do que o Youtube faz (opa! Olha! Teve a ver o vídeo acima!), mas propõe uma mudança de visão que passa a considerar que todos nós somos produtores de conteúdo.

Pense um pouco nisso…

Lá nos dias do Twitter por SMS volta e meia víamos um jornal roubar a manchete do e-pio (tuitar, não sei se você sabe, mas existe em nossa língua e significa outra coisa) de um amigo. Hoje isso já nem surpreende mais e o que dizemos é usado o tempo todo nas mídias que ganham dinheiro com aquilo.

O que vloggers e bloggers tentam fazer há mais de uma década, é viver do que gosta de fazer, mas isso esbarra em duas barreiras.

  1. Seria horrível um mundo em que só estamos em busca das pessoas que produzem “coisas úteis”, em que nossa relação com nossos amigos passa por pagar a eles pelo que publicaram. Eu não quero que meus amigos fiquem me dando dinheiro. Quero dinheiro de estranhos 😉
  2. Também é horrível uma cultura em que sabemos que estão avaliando cada palavra nossa e pensando: essa palavra não vale nem um centavo. Ah! Mas essa já vale bem um real.

As nossas interações são fundamentadas em carinho, empatia, compaixão, cumplicidade e não em troca de valor, pelo menos devia ser. Se as suas relações são todas baseadas em trocas de interesses… Bem, pode ser que funcione bem para você, mas me parece que a média dos animais, humanos ou não, precisam trocar afeto espontaneamente.

O assunto desse post, portanto, é a nossa relação com o novo e nosso papel em relação a ele, mas também é sobre a forma como vemos o que decidimos publicar em nossas redes. Será que estamos medindo bem a oferta de afeto e de “coisas úteis”?

Uma rede como o TSU pode vir a se tornar um modelo de negócios para um Medium da vida, mas também pode nos lembrar de sermos mais humanos nos Facebooks da vida ou nos fazer notar que estamos fazendo certo, que as redes sociais são espaços de afeto e não de desintegração social como procura demonstrar o artigo Pare de dizer que a tecnologia está causando isolamento social que traduzi hoje:

Imagem: Rosangela Ludovico

Agora vamos voltar às nossas rotinas!

Vc é uma pessoa pioneira em mídias socias? Dá um pulo na no meu TSU.

Prefere esperar um pouco? Então, sem estresse! Mas, bem… sem estresse, né? 🙂

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