Essa apresentação foi feita no quarto congresso da Abrates (Associação Brasileira de Tradutores e Intérpretes).

Minha intenção foi apresentar os conceitos de GTD e de Gameficação acrescentando algumas sugestões para desenvolver suas próprias missões.

Nesse post procurarei passar pelo menos os pontos principais que apresentei em quarenta minutos.

Getting Things Done é um método para organizar tarefas com três grandes objetivos:

  1. Aliviar nossa tensão reduzindo a necessidade de lembrar de todas pequenas e grandes tarefas
  2. Reduzir o nosso índice de falhas ao organizar as tarefas por locais evitando
  3. Ajudar a escalonar as prioridades com base no prazo, tempo para concluir a tarefa e prioridade

O GTD funciona muito bem mesmo que usemos apenas papel e lápis para seguir a técnica, mas ele não aumenta nossa vontade de realizar nossas tarefas e nem nos dá recompensas claras para nossos sucessos.

É aí que entra a gameficação que, no título da apresentação, tomou o lugar do Getting.

Uma quest é uma missão e nos jogos todas as missões tem:

  1. Uma razão
  2. Instruções de onde e como cumprí-la
  3. Recompensas claras

Toda tarefa pode se tornar uma missão? É possível tornar qualquer coisa agradável através da gamificação? Talvez sim.

Nos casos mais simples nós temos como recompensa o senso de dever cumprido, o bem que foi feito aos outros ou o pagamento recebido pelo trabalho.

Infelizmente há tarefas que não apresentam nenhuma razão ou recompensa que nos agrade como, talvez, pagar um imposto sem acreditar que ele será bem usado pelo governo.

Uma saída para esses casos pode ser o amuleto que sugeri, ou seja, um tipo de representação daquela tarefa como uma bela mandala que vamos colorindo a cada tarefa sem sentido que completamos e temos no final um belo desenho para colocar em nossa parede ou dar para um amigo.

Nossa mente é capaz de fazer esse tipo de associação transformando algo desagradável em uma boa memória e uma boa ocupação do tempo.

Essa apresentação foi uma intrudução à ideia e se trata de um trabalho em andamento que desenvolverei nos próximos meses e outros já vem pesquisando (basta buscar por GTD gamefication no Google), mas creio que no final as melhores ideias para a sua gameficação serão pessoais.

Recomendo fortemente a leitura do livro Reality is Broken de Jane Mcgonigal disponível em papel em inglês, em papel em português e também em inglês em ebook.

Fica para o final o melhor: o agradecimento pela chance de trocar ideias com uma das classes profissionais que mais admiro junto com cientistas e professores! Tradutores e intérpretes são pessoas fantásticas e foi uma honra estar entre tantos deles por alguns dias (fiz questão de assistir várias palestras).

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