Gosto de começar à moda chinesa apresentando a conclusão do raciocínio e depois explicando-o, mas vou fazer do jeito mais jornalístico começando pelo lead pois o assunto agora é ação e não reflexão.

“Tw” é de Twitter, talvez a rede social de mais rápido crescimento até hoje. “estival”, dá para imaginar, é de festival. Twestival então é uma festa organiza por pessoas que usam o Twitter e acontecerá em dois dias (12/02/2009). Além disso aproveita-se a oportunidade para arrecadar recursos para uma organização que trabalhe pela humanidade, neste caso a Charity Water cujo objetivo é levar água potável a populações miseráveis que não tem acesso a ela.

O Twestival nasceu em londres ano passado quanto um grupo de amigos resolveu promover um encontro de londrinos que trocavam informações pelo Twitter.

Esse ano a idéia se transformou em uma iniciativa global reunindo mais de 100 cidades, entre elas:

Bauru

Belo Horizonte

Campinas

Curitiba

Florianópolis

Porto Alegre

Recife

Rio de Janeiro

São Paulo

As cidades brasileiras começaram a se mobilizar a menos de duas semanas (creio que São Paulo foi a primeira em 31/01), mas a maioria delas tem mostrado um esforço louvável em mobilizar não só os amigos que se comunicam pelo Twitter, mas também outros amigos online e offline (eu mesmo decidi aproveitar que faço aniversário no mesmo dia e chamei meus amigos para se juntarem à festa).

É pouco tempo para uma mobilização eficaz em um país marcado pelo individualismo e resistência a atividades sociais que excedam o restrito grupo de amizades próximas. Será interessante observar os resultados do evento no Brasil.

O fato inegável para a mente lógica é que sentar no bar todo sábado para beber com os amigos e falar mal de governos e corporações só fazia sentido até o meio da década de 90. Logo terão se passado 20 anos que não há fronteiras para o alcance das nossa vozes e possibilidade de ação. Vamos continuar sentados?

É possível criar uma linha de raciocinio lógica em que um mundo onde mais de um bilhão de pessoas (5 em cada 30) não tem nem mesmo água potável não seja um terreno fértil para os radicalismos que alimentam o terrorismo e a violência?

Há um argumento para não doar recursos (econômicos, de trabalho ou intelectual) para uma organização civil internacional: temos muito trabalho a fazer no Brasil.

É verdade, no entando o planeta é um só e doar 50 Reais para a Charity Water não nos impedirá de agir em nosso próprio país, mas isso é história para outro post.

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